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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fracassa teste de missil dos EUA para simular ataque do Irã

WASHINGTON - Uma tentativa dos Estados Unidos de abater um míssil balístico que simulava um ataque do Irã fracassou devido a uma falha num radar fabricado pela empresa Raytheon, disse o Departamento de Defesa.
O teste abortado sobre o oceano Pacífico coincidiu com um relatório do Pentágono segundo o qual o Irã teria ampliado a capacidade dos seus mísseis balísticos e já constituía uma ameaça "significativa" para as forças dos EUA e de seus aliados na região do Oriente Médio.
A Agência de Defesa de Mísseis disse que no teste de domingo tanto o míssil-alvo, lançado de Kwajalein, nas ilhas Marshall, quanto o interceptador, disparado da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, funcionaram normalmente.
Foi a primeira vez que os EUA testaram sua defesa de longo alcance contra um ataque iraniano simulado. Testes anteriores haviam imitado a rota de um míssil lançado da Coreia do Norte.
A Revisão do Pentágono sobre a Defesa contra Mísseis Balísticos, divulgada na segunda-feira, disse que Teerã desenvolveu e adquiriu mísseis balísticos capazes de atingirem alvos no Oriente Médio e no Leste Europeu, e estaria instalando um número crescente de mísseis balísticos regionais móveis.
No passado, o programa iraniano de mísseis recebeu apoio da Rússia, da China e da Coreia do Norte, e Teerã ainda depende de fontes externas para muitos componentes e peças dos mísseis, segundo a Agência de Inteligência da Defesa.

Iveco fornece veiculos militares ao Exercito Brasileiro

O Exército brasileiro e a Iveco América Latina rubricaram um contrato para o fornecimento de 2044 unidades da versão base da nova família de veículos blindados de transporte de pessoal (VBTP-MR). Estes novos veículos irão substituir os modelos Urutu utilizados actualmente pelas Forças Armadas do Brasil. O contrato assinado está avaliado em 6 milhões de reais, cerca de 2,5 milhões de euros, e terá uma duração de 20 anos.
A produção do lote de 2044 unidades está planeada para o início de 2012 e termina em 2030, sendo feita, incluindo os motores, no Brasil, onde a Iveco irá preparar uma área de produção exclusivamente dedicada a este projecto. A cadeia de fornecimento irá envolver mais de 100 fornecedores directos e algumas centenas de indirectos.
O acordo foi assinado numa cerimónia que decorreu no Quartel-General do Exército do Brasil, em Brasília, na presença do general Enzo Martins Peri, chefe do Estado Maior das Forças Armadas do Brasil, do general Fernando Sérgio Galvão, chefe de Estado Maior do Exército brasileiro, do presidente da Iveco América Latina, Marco Mazzú, e do director geral da Iveco Defense Vehicles, Pietro Borgo.
O projecto VBTP-MR faz parte da estratégia nacional de defesa do Brasil, que inclui a reorganização da defesa interna, assegurando assim que todo o equipamento necessário para cumprir as missões do exército brasileiro seja dotado da melhor tecnologia disponível. Para o Exército brasileiro, o projecto VBTP-MR irá aumentar a eficácia das forças terrestres, melhorará a capacidade de actuar em diversas missões em que o uso deste tipo de veículo, nas suas mais diversas versões (transporte de pessoal, reconhecimento, resgate, ambulância, etc.), é necessário para satisfazer as necessidades operacionais.
FAMILIA VBTP-MR
O VBTP-MR é uma família de veículos com motor diesel e um peso bruto de 18 toneladas, tracção integral 6x6, capacidade anfíbia e lotação até 11 soldados. As dimensões do modelo base assentam num comprimento de 6,91 metros, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura, podendo o mesmo ser equipado com uma torre armada com operação por via de controlo remoto para as mais diversas aplicações. O veículo pode ainda ser transportado em aviões de carga idênticos ao C-130 Hercules.
Esta família de veículos blindados está actualmente em desenvolvimento, numa parceria entre as Forças Armadas do Brasil (através do projecto “Mobilidade Estratégica” e da colaboração do Departamento de Ciência e Tecnologia) e a Iveco. Cerca de 30 milhões de reais (12 milhões de euros) foram investidos na definição do projecto, no qual estão também envolvidas as maiores empresas brasileiras do sector. O primeiro protótipo está a ser construído no Brasil e estará pronto no primeiro semestre do presente ano, sendo outras 16 unidades de um lote piloto produzidas pela Iveco entre 2010 e 2011.
A família VBTP-MR é o resultado do concurso público lançado pelas Forças Armadas em 2007 e que foi ganho pela Iveco. Um dos factores decisivos para esta escolha da marca italiana foi a experiência da Iveco Defence Vehicles, que desenha, produz e vende uma gama completa de veículos militares, incluindo modelos semelhantes ao VBTP-MR brasileiro. Um modelo à escala 1/1 do VBTP-MR foi exposto no certame “Latin America Aero & Defence” (LAAD), a maior feira de equipamento militar da América Latina e que decorreu no Rio de Janeiro, em Abril de 2009.

A descoberta do pré-sal acelera processo de modernizaçao militar no Brasil




A preocupação com as divisas territoriais ganhou corpo após o anúncio da descoberta de reservas de petróleo e gás na camada de pré-sal, em novembro de 2007. Nos dois anos seguintes, os recursos destinados ao Ministério da Defesa foram ampliados em 45,64%. Segundo especialistas, houve antecipação de encomendas com o objetivo de manter a soberania nacional frente aos novos recursos naturais. Mesmo assim, os valores para a compra e renovação de equipamentos militares representaram apenas 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.
O aporte para a Defesa Nacional somaram R$ 4,79 bilhões no ano passado, montante 37,05% superior aos R$ 3,495 bilhões de 2008 e 45,64% maior que os R$ 3,289 bilhões de 2007. Esses valores incluem investimentos feitos pela Marinha, Exército e Aeronáutica e pela administração central do Ministério da Defesa.
Entre os principais projetos do governo brasileiro na área de Defesa, estão a construção no Brasil de quatro submarinos convencionais e um submarino à propulsão nuclear (custo de 4,324 bilhões de euros ou R$ 12,1 bilhões).
Está em fase de análise a concorrência para a compra dos 36 caças que renovarão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) e a construção de 50 helicópteros EC-725 que servirão Exército, Marinha e Aeronáutica.
A construção dos submarinos e dos helicópteros será feita no Brasil, com transferência de tecnologia, conforme acordo de parceria estratégica assinado em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy.

TAPAJO sai de manutenção

Foi realizada no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), no período de 25 a 28 de janeiro de 2010, a operação de “load out ” do Submarino “Tapajó”, após a finalização das obras previstas no seu Período de Manutenção Geral (PMG), realizado no interior da Oficina de Construção de Submarinos.

EQUADOR RETIRA DE SERVIÇO AS AERONAVES BAC 167

No último dia 11 a Força Aéres Equatoriana (FAE - Fuerza Aérea Ecuatoriana) retirou de operação suas já cansadas aeronaves de treinamento British Aerospace BAC 167 , em razão da entrada em operação dos EMBRAER Super Tucano. (o Equador encomendou 24 aeronaves). A Cerimônia realizou-se na Base Aérea de Manta foi conduzida pelo comandante geral da FAE, Rodrigo Bohórquez. Segundo ele a frota de A-37 Dragonfly (20 aeronaves) e Strikemaster (22 aeronaves) será completamente substituída pelos Super Tucanos brasileiros.

FX 2

Ministro sueco acredita que escolha dos caças será justaPara Carl Bildt, o caça sueco, Gripen NG, ainda tem chances na disputa.
Apesar dos anúncios da preferência do governo brasileiro pelo caça francês Rafale, da empresa Dassault, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Carl Bildt, afirmou nesta quinta-feira (11) após reunião com o ministro das Relações Exteriores, Nelson Jobim, que espera que o processo de escolha brasileiro será justo e transparente e que acredita que o caça sueco – o Gripen NG – ainda tem chances na disputa.
O modelo sueco é o mais barato dos três concorrentes. A empresa sueca Saab, disputa a venda dos 36 caças com a francesa Dassault e a norte-americana Boeing.
O valor do negócio é estimado entre R$ 7,7 bilhões e R$ 10 bilhões, por um lote inicial de 36 aeronaves. A cifra contempla itens fundamedntais, como são suprimentos de componentes e peças, treinamento de pessoal técnico, documentação de manutenção, o conjunto eletrônico, conforme o especificado pela Aeronáutica. Parte do preço abrange as tecnologias que o governo brasileiro exige receber como pré-requisito do contrato.

NAVIOS DA RUSSIA E DOS ESTADOS UNIDOS FARÃO PESQUISAS EM AGUAS BRASILEIRAS


O Comando da Marinha autorizou dois navios, de nacionalidades russa e norte-americana, a realizar pesquisas científicas em águas brasileiras. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União de hoje.
Fósseis e montanhas submarinas.
A pesquisa conduzida pelo navio Knorr, de bandeira norte-americana, vai coletar dados para a reconstituição de um registro fóssil da Bacia Amazônica. A autorização é válida para o período de 21 de fevereiro a 12 de março deste ano.
Os navios devem aderir ao Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (Sistram), conforme as Normas da Autoridade Marítima para Tráfego e Permanência de Embarcações em Águas Jurisdicionais Brasileiras, e qualquer alteração da rota deve ser comunicada à Marinha brasileira.
Cada navio terá a bordo um representante da Marinha do Brasil, com autoridade para impedir a coleta de dados fora do propósito e do período especificados.